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domingo, 22 de abril de 2012

Falso déjà vu


Enquanto todos estavam um passo a frente
Ela estava sob uma árvore
Com alguém e uma história
Que parecia se repetir

Enquanto todas desejavam, claro, o que não tinham
Ela fingia querer também.
Com opinião e uma música
Mesmo assim a razão teimava em fugir

Enquanto todos já haviam passado por lá
Era a primeira vez que ela estava naquele lugar
Com buracos e anomalias
Ela se confundia naquilo que sentia

Depois de recomeçar a construir seu lar
Aquela velha onda teimava em derrubar
Com conchas, mas sem pérolas
o caminho de volta sempre lhe parece familiar.

Larissa Calheiros

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Eu Não Sei o Que Falar

Eu já sei o que você quer dizer
Antes mesmo de você falar
Você não deve acreditar
Mas leio seu olhar

Quando olho seus olhos esbugalhados
Eu tento, tento me explicar
É que eu... Eu... Eu já nem sei
Mais o que te falar

Será que eu disse o que
Não devia dizer?
Como saber se você também
Nem tem coragem pra falar?

Sejamos sinceros:
O jogo acaba por aqui?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Explosão

Apenas baratas sobreviverão
Ao fim dessa ilusão,
Ao fim desse castigo,
Ao grande amigo, ao Grande Irmão

O amor é uma bomba atômica
Controlada por um alemão em '45
Prestes a explodir, cair
Para com tudo exaurir

Chame Nero pra inclodir
Toda essa utopia do nosso dia a dia,
Só ela via uma rotina que
De nada valia

Largue tudo e vá embora
Já é na hora de
Fugir de todo o caos

Dizer "carpe diem" é fácil,
Quero ver sobreviver
À grande Guerra que enfrentamos
Sempre! Sempre. Sempre...

domingo, 8 de abril de 2012

Tudo tudo se confunde em minha mente ♪♪ - Clarice #5



 Ela não acreditava no que era. Motivo pelo qual sua essência oscilava tanto. Chegou a desprezar tudo aquilo que carregou por anos, só porque o que chegou a suas mãos não era como sua imaginação havia projetado. Mas veja só no que resultou: Nem ficou com o que desejava, muito menos com o que conseguiu. Só lhe restava mãos vazias e cabeça baixa.
- Onde ela está?
- Ela realmente existiu?
- Ela realmente sentiu?
 Aquelas vozes. Aquelas vozes voltaram. Mas agora vinham como armas de bom senso que metralham palavras. Muito atingida, suas mãos agora ficam cheias dessas palavras.
- Guardei todas. Não estão na moda, logo não as usarei. Não! Vou usar sim, mas só um pouco, aliás, corro o risco de perder meu estoque. Então guardarei pra usá-las em contrapartida de um possível suicídio, assim como fizeram comigo.

Larissa Calheiros

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Senhor Boçal

Não foi pra bitolar sua ideia,
Não foi pra controlar sua mente,
Mas quando eu me perco
Saio pela tangente

Dia após dia:
Aula de filosofia
Ano após ano:
Mais um boçal insano

Mas não me pergunte não
O que eu quis dizer, foi futilidade.
Qualé minha culpa
Por sua imbecilidade?

O que faz ele tão só,
Sentado na calçada?
Ouve ele o
Violino de Eleanor Rigby? - Duvido!

Não me explique o que quero dizer
Não complique o sentimento duramente expresso
Enquanto a música segue
Lentamente o seu duro compasso

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